DETEÇÃO DE CHLAMYDIA TRACHOMATIS POR TESTE DE AMPLIFICAÇÃO DE ÁCIDOS NUCLEICOS (TAAN)

É o principal agente de uretrites e cervicites não-gonocócicas, infecções que frequentemente são assintomáticas (70% nas mulheres, 50% nos homens), sem expressão clínica aparente. O carácter silencioso da infecção constitui um factor de risco pessoal e social associado à difusão da doença. A nível pessoal, a ausência de tratamento pode traduzir-se em complicações graves, sobretudo na mulher jovem, como a doença inflamatória pélvica crónica, infertilidade e gravidez ectópica; no homem também pode determinar redução de fertilidade.

O rastreio das infecções assintomáticas na população jovem (<25 anos) sexualmente activa é premente e faz parte do Programa Europeu de controlo da Chlamydia trachomatis

Diagnóstico Convencional

As técnicas de uso comum para o diagnóstico da infecção por Chlamydia trachomatis, nomeadamente a IFD (imunoflurescência directa) e a EIA (ensaio imunoenzimático) são pouco sensíveis (60-75%), têm uma elevada exigência técnica na recolha de amostra e causam grande incómodo nos doentes.

A cultura em células é o “Gold Standard”. Contudo as exigências técnicas associadas à conservação das amostras e ao procedimento laboratorial limitam o isolamento em cultura celular a centros de referência e sempre que estejam envolvidos estudos de natureza médico-legal

Diagnóstico Molecular

Na última década a utilização dos testes de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) veio permitir o diagnóstico e o tratamento de um maior número de casos.

Os TAAN apresentam uma elevada sensibilidade (90-95%) e especificidade (95%-98%). São os testes recomendados pelos Centros Americano e Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC e ECDC) para o diagnóstico e rastreio de indivíduos assintomáticos) da infecção por Chlamydia trachomatis. São os únicos testes aprovados para amostras não invasivas (self-collected) como urina do 1º jacto e secreções vaginais.